PM prende 40 pessoas em ato contra demora e superlotação no Metrô-DF

Fonte CONUT - 14/09/2015 - 15h12min
PM prende 40 pessoas em ato contra demora e superlotação no Metrô-DF

Greve dos metroviários completa seis dias; sete trens estão em circulação.
Mais cedo, categoria bloqueou acesso de pilotos e invadiu sala de control

A Polícia Militar informou que 40 pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira (9) durante um protesto contra a demora e superlotação de trens do Metrô do Distrito Federal. O problema ocorreu depois que a categoria bloqueou o acesso de pilotos e invadiu a sala de controle dos veiculos, no sexto dia de greve. Os passageiros deixaram a estação de Ceilândia Centro e bloquearam o trânsito da Avenida Hélio Prates.

Os manifestantes teriam se irritado com a situação, que provocou um atraso superior a uma hora, e danificado alguns trens, além de acionar o botão de emergência. Por prevenção, a direção da autarquia decidiu suspender a operação em três estações de Ceilândia, desenergizando a via.

Durante a manifestação, vidros de um ônibus também foram quebrados. A PM disse que precisou usar bombas de efeito moral para dispersar o grupo. Os detidos vão responder por desacato, resistência e dano ao patrimônio público.

Um dos participantes do ato, Paulo César Tiago de Oliveira disse que a confusão começou ainda dentro da estação. "Quando o trem chegou em Ceilândia Centro, ele parou. Não deixaram o trem sair, fecharam as portas do metrô, não abriram, o pessoal começou a passar mal. Aí a polícia começou a jogar spray de pimenta com o povo dentro do metrô", disse.

Segundo o rapaz, os usuários começaram a quebrar os trens em resposta à situação. "Por revolta, começaram a quebrar o metrô. Eles pediram o retorno do dinheiro, mas [o Metrô] não devolveram os R$ 3. As pessoa se indignaram. Aí começaram a manifestação [de forma] pacífica, mas os policias chegaram com excesso, empurrando, desrespeitando o cidadão trabalhador."

No início da manhã, uma representate sindical invadiu a sala de controle do Metrô afirmando que queria impedir que pessoas sem experiência ou afastadas do cargo pilotassem os sete trens que estão em circulação durante a greve da categoria. Ela foi detida por dois seguranças da autarquia e por policiais militares. Paralelamente, um grupo também bloqueou o acesso de pilotos à sede, em Águas Claras.  O caso foi registrado na 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga.

Diretora do Sindicato dos Metroviários, Tânia Viana disse a ação ocorreu após uma denúncia recebida pela comissão que coordena a paralisação.

“Ontem nós recebemos uma denúncia de que a direção do Metrô estava convocando chefes que não pilotam há mais de nove anos e gente da manutenção, que não tem essa experiência, para pilotar hoje de manhã, porque a empresa tinha a intenção de jogar 16 trens na via. Queriam tumultuar a greve. Sabendo disso, fomos para o posto para verificar isso. Fomos lá para deixar apenas pilotos pilotar.”

O Metrô afirmou que convocou ex-pilotos que estão em outros cargos, como gerência, para garantir que os sete trens rodariam na manhã desta quarta e negou que funcionários sem experiência foram chamados para operar os veículos. Ao todo, 160 mil pessoas utilizam diariamente este tipo de transporte.

Justiça
Nesta quarta, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) vai mediar uma audiência de conciliação entre o Metrô e o sindicato, depois que a autarquia pediu que a paralisação seja julgada abusiva. A sessão está agendada para as 14h30.

Na ação, a companhia solicita que 100% dos empregados trabalhem nos horários de pico e 80% dos funcionários atuem nos outros horários. Desde o início da greve, 30% do quadro estão em serviço. Já a categoria reivindica correção das distorções salariais do plano de carreira, redução da jornada de trabalho para seis horas, reajuste salarial de 10%, previdência complementar e aumento da quebra de caixa da bilheteria.

O secretário de Administração Pública, Vilmar Lacerda, afirmou que a greve não tem justificativa e prejudica a população que necessita do serviço diariamente. "Consideramos esta greve abusiva. Todas as cláusulas do acordo coletivo estão sendo cumpridas. Nós já dobramos o salário no ano passado, propusemos reajuste salarial. Portanto, é um acordo coletivo em pleno vigor e não há justificativa para a paralisação."

Para a diretora do sindicato da categoria, Tânia Viana, não há motivos para o pedido de abusividade da greve feito pelo GDF. Ela também criticou a manutenção dos trens e das estações do metrô.

"Estamos cumprindo todas as determinações que a lei de greve demanda. Se não cumprirmos essas normas regulamentadoras, e não conseguirmos a melhoria na prestação de serviços de manutenção, a tendência é um desastre no metrô", disse. "Nós estamos denunciando isso há três anos e ninguém nos ouve."

'Plano de contingência'
Na última quarta-feira (2) o Metrô divulgou um plano para minimizar os transtornos à população. Dez estações foram fechadas para embarque e sete trens rodam nos horários de pico.

A empresa informou que todas as 24 estações estarão abertas para desembarque de passageiros. O horário de funcionamento será normal, das 6h às 23h30, de segunda a sábado, e das 7h às 19h, aos domingos e feriados. O Metrô diz que já solicitou ao DFTrans reforço da frota de ônibus.

As estações fechadas para embarque são 102 Sul, 108 Sul, 112 Sul e Asa Sul, no Plano Piloto, Feira, no Guará, Concessionárias, em Águas Claras, Centro Metropolitano e Taguatinga Sul, em Taguatinga, Guariroba, em Ceilândia, e Samambaia Sul, em Samambaia.

Fonte: g1.globo.com

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